Primeira vez...

Olá!

Minha primeira viagem ao litoral norte foi para a Praia Grande em Ubatuba em 2009. Eu fiquei hospedado no Hotel Coquille (http://www.hotelcoquille.com.br/) que aliás é muito bom, perto da praia, com uma ótima infraestrutura (piscina, lanchonete própria, quartos com ar condicionado, etc). Para chegar em Ubatuba levou bastante tempo pois eu nunca tinha viajado para o litoral norte, mas eu tinha um GPS! O que eu não contava é que o GPS estaria desatualizado, e me indicava saídas que não existiam mais, e por isso eu ficava indo e voltando na Rodovia Carvalho Pinto sem achar a saída correta até que um guarda rodoviário me auxiliou.

Consegui então pegar a Estrada dos Tamoios e descer para Caraguatatuba e em seguida chegar em Ubatuba. Quando cheguei estava um dia bonito, fazendo bastante calor o sol descoberto, cheguei a queimar metade do meu braço esquerdo que estava apoiado na janela do carro. No dia seguinte porém a decepção, o dia amanheceu todo nublado, e ventando frio. Choveu bastante também. Eu não sabia dessa característica de Ubatuba (também chamada de "Ubachuva") mas seu clima é totalmente imprevisível, estava o maior sol e calor em um dia e no dia seguinte poderia amanhecer frio, chovendo até granizo e depois do almoço abrir o maior sol que você já viu.

Descobri então que não adianta olharmos a previsão do tempo para Ubatuba (aliás é uma dica muito boa para outros locais, visite o site www.climatempo.com.br e verifique como estará o clima na cidade para onde você vai viajar), e que existem duas formas de você se dar bem lá, a primeira é pura sorte, sorte de você chegar e estar fazendo calor e se manter assim até a hora de voltar para casa, e a segunda é você ligar para alguém de lá (hotéis, pousadas, etc) e perguntar como está o tempo e olhar as câmeras nas praias de Ubatuba via web (www.camerasurf.com.br). E dessa forma você terá uma base melhor para decidir se vai ou não para lá.

Sobre a Praia Grande, a impressão que eu tive é a de que eu estava na cidade homônima no litoral sul de SP. Muita gente, música ruim no último volume, um quiosque a cada 10 metros, muita sujeira, etc. Além do que, fui informado de que há muito risco de assaltos e furtos lá. Quanto mais próximo do centro de Ubatuba chegamos, maior é o risco de violência contra turistas (informação dada por um morador da cidade). Cheguei a tomar algumas cervejas em um dos quiosques mas logo eu fui embora.

Se você procura alguma diversão noturna na Praia Grande de Ubatuba esqueça! Não há iluminação na praia, não há quiosques abertos, não tem bares bons, apenas botecos, trailers e sorveterias. Muita gente aglomerada nesses locais, pouca iluminação, e um cara com muita vontade de ser hippie me abordou dizendo que viajava todo o litoral norte a pé e se eu não poderia dar algumas moedas para ele.

Ubatuba é uma cidade linda, com seus contras e a favores, e mesmo ficando em uma praia que não é tão boa assim eu saí com uma ótima impressão das outras praias como a praia da Enseada que é praticamente vizinha da Praia Grande e voltei outras vezes (para as outras praias, é claro).

A volta foi um tanto quanto traumática, eu não queria subir novamente a Estrada dos Tamoios porque sabia que teria um trânsito do inferno e busquei outro caminho para São Paulo. Eis que o GPS nojento me levou a um morro gigantesco onde havia uma estrada e de repente perdeu o sinal. Eu nunca tinha ouvido falar da Rodovia Oswaldo Cruz (também conhecida como a temível "Serra de Taubaté"), e subir aquilo com um carro 1.0 foi osso. Quando engatava a 3ª marcha andava uns 10 metros e eu tinha que reduzir novamente, dar passagem para uma pequena fila de carros que de tempos em tempos se formava atrás de mim, e ficar atento aos telefones de guinchos pregados em cada árvore da estrada.

Depois de mais ou menos uma hora e meia de estrada eu cheguei a Taubaté e pude respirar aliviado quando peguei a Dutra. Se você tiver um carro com motor bacana e quiser um caminho alternativo para São Paulo, a Oswaldo Cruz é uma boa!

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